Representação peticionada sábado no TRE-PE traz acusações graves contra o jornalista e economista Manoel Medeiros e pedidos para impor o seu silêncio
Coligação Frente Popular de Pernambuco entrou com mais um processo no TRE-PE com graves acusações e tentativa de suspender perfil do jornalista no Instagram
MANOEL MEDEIROS – A coligação Frente Popular de Pernambuco, que representa a campanha de João Campos (PSB), foi ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) nesse sábado (8) solicitar a suspensão do perfil no Instagram do jornalista e economista Manoel Medeiros, titular deste espaço, além da remoção de mais três posts na mesma plataforma. A petição dos advogados apresenta um tom de graves acusações contra Manoel Medeiros e chega a afirmar que ele “precisa ser parado”.
“Manoel Medeiros precisa ser parado. Suas práticas precisam ser interrompidas. Seu perfil, que se transformou em plataforma de crimes eleitorais em série, precisa ser suspenso. Porque o que está em jogo aqui não é apenas a reputação de João Campos ou do PSB. O que está em jogo é a própria higidez do processo eleitoral, a credibilidade das instituições democráticas e o direito do povo pernambucano a uma disputa limpa, honesta e pautada pela verdade. E esta Justiça Eleitoral não pode, mais uma vez, permitir que Manoel Medeiros siga impune, zombando das decisões judiciais e envenenando o debate público com sua fábrica de mentiras e ódio”, acusou a Frente Popular.
O relator do caso, desembargador Fernando Braga Damasceno, já avaliou liminarmente a representação, decidindo pela remoção de um vídeo (sobre a campanha turística da Prefeitura do Recife), mas negando a suspensão do perfil (24 horas) solicitada. Em decorrência de representações do PSB, nove conteúdos do Instagram já foram indisponibilizados. Manoel Medeiros está recorrendo.
Desde o início de julho, o grupo político liderado pelo PSB já entrou com cinco representações para silenciar o trabalho de Medeiros, pautados em documentos e dados públicos verificáveis. Ele oficializou sua candidatura a deputado estadual em 20 de julho. O jornalista também sofre perseguição judicial em outras esferas com ações impetradas por membros do mesmo grupo político.
Para Manoel Medeiros, a petição da Frente Popular escancara a inconformidade do grupo com a existência do contraditório, da oposição e da liberdade de expressão: “É preciso deixar claro que o respeito à Justiça Eleitoral é um fundamento da minha atuação. Em outro sentido, é preciso falar alto que os intocáveis, liderados pela oligarquia que se acha dona de Pernambuco, não admitem o contraditório, não admitem que revelações sobre práticas administrativas e política sejam compartilhadas com a sociedade. Buscar o silenciamento é sempre mais fácil do que se explicar. A própria petição é um compilado de ataques pessoais com grave repercussão”, afirmou Medeiros.
Após ser perseguido e exposto por ter feito uma denúncia anônima sobre suspeitas de corrupção num gabinete na Assembleia Legislativa em agosto de 2025, o jornalista já revelou diversos casos de relevância, como o caso do fura-fila no concurso da Procuradoria-Geral do Município do Recife, a existência da sociedade do Sítio Pedra da Onça Ltda. – empresa fundada pelo atual prefeito da cidade, Victor Marques (PCdoB) junto com outros secretários da Prefeitura do Recife – e o caso dos precatórios dos professores do Recife, onde advogados próximos à cúpula da gestão tentam receber dezenas de milhões destinados à educação.

Por Augusto César