Jeremias 17.5-8
Jeremias 17.5-8 apresenta um contraste entre duas fontes de confiança e seus respectivos resultados. O homem que “confia no homem” e “faz da carne mortal o seu braço” coloca sua segurança naquilo que é limitado, instável e passageiro. O problema não está em contar com pessoas ou recursos humanos, mas em atribuir-lhes a confiança que pertence somente a Deus. Por isso, o resultado é comparado a um arbusto solitário no deserto, cercado de esterilidade e sequidão. Quando o coração substitui Deus por pessoas, recursos, influência ou capacidade própria, pode até possuir muitas coisas, mas permanece espiritualmente sem uma fonte capaz de sustentá-lo.
Em contraste, Jeremias declara: “Bendito o homem que confia no SENHOR e cuja esperança é o SENHOR” (Jr 17.7). Ele é semelhante a uma árvore plantada junto às águas, cujas raízes alcançam continuamente o ribeiro. Isso não significa uma vida sem dificuldades. O texto afirma que o calor vem e o ano de sequidão também chega. A diferença é que essas circunstâncias não determinam sua condição espiritual. Sustentado pelo Senhor, ele “não se perturba, nem deixa de dar fruto” (Jr 17.8). A fé verdadeira não nos isenta das adversidades, mas nos mantém firmes e frutíferos em meio a elas.
Lição de vida: A segurança do cristão não está na ausência de tempos difíceis, mas na presença e fidelidade de Deus. Quem depende das circunstâncias precisa que tudo esteja bem para permanecer firme; quem confia no Senhor pode permanecer firme mesmo quando tudo ao seu redor parece estar em sequidão.
4ª Igreja Presbiteriana de Garanhuns
Garanhuns, 12 de agosto de 2026
Texto para leitura anual: Jeremias 14-16

Por Augusto César