Da Redação – Na última terça-feira (18), a campanha de João Campos (PSB), a Frente Popular entrou com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para tentar impedir a venda de camisas confeccionadas pela empresa BB Fardamentos e Confecções, no estilo “RL FC” ou Raquel Lyra futebol clube.
A vestimenta no estilo uniforme de futebol viralizou nas redes sociais antes mesmo da pré-campanha, quando a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), fez uma publicação repercutindo o recebimento de uma peça como presente. Depois disso, houve uma alta na busca e interesse de compra de maneira orgânica por seus apoiadores.
O “uniforme de Raquel” fez tanto sucesso que o PSB tentou copiar a “modinha” com uma imitação (inclusive, pra lá de feia, minha gente), mas não colou.
A Frente Popular insinua que a BB Fardamentos está confeccionando e distribuindo unidades de forma gratuita, o que não faz muito sentido, já que a demanda é alta por parte dos compradores e interessados. Eles querem que a loja apresente notas fiscais dos compradores e outras informações que comprovem as supostas irregularidades, que, até então, não existem. Os advogados de João Campos tentam ainda atrelar a prática de livre comércio à “propaganda eleitoral por meio proscrito”, conduta vedada pela Justiça.
Todo mundo sabe que no período eleitoral a venda de camisas, bonés, bandeiras e outros adereços e peças de roupa fazem parte do jogo, inclusive o próprio candidato socialista tenta replicar a prática, até então sem sucesso. A Justiça Eleitoral deve indeferir o pedido, que não tem nenhuma materialidade ou plausibilidade que justifique essa aberração jurídica.
Acompanha a gente por aqui, que vamos trazer os desfechos dessa patacoada em primeira mão. E vale para todos os outros candidatos também. Estamos de olho.

Por Augusto César