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Humberto não rotula time de Raquel Lyra

Augusto César Por Augusto César
Humberto não rotula time de Raquel Lyra


Humberto Costa não tacha palanque de Raquel Lyra de bolsonarista (Rafael Vieira/DP Foto e Miva Filho/Secom)

Senador evita tachar palanque da governadora de bolsonarista e vê Lula como decisivo se deslocar dois ou três por cento dos votos

Renata Bezerra de Melo – Concorrendo ao Senado na chapa encabeçada por João Campos e um dos principais interlocutores do presidente Lula em Pernambuco, o senador Humberto Costa não considera possível tachar o palanque da governadora Raquel Lyra de bolsonarista. “Não, não posso fazer essa avaliação. Lá, tem muita gente que apoia Bolsonaro, que não vota em Lula. Mas tem gente também que vota (em Lula), que apoia, né?”, pondera o senador à coluna.

O petista foi questionado se definiria o time da gestora do PSD como bolsonarista após apontar a polarização vigente no Rio Grande do Norte como uma “coisa mais nítida”. Lula cumpriu agenda naquele Estado nesta quinta-feira (20). 

A leitura do senador sobre o conjunto liderado por Raquel diverge da que foi feita recentemente pelo prefeito do Recife, Victor Marques, à coluna. Na análise do comunista, o palanque da governadora é “majoritariamente bolsonarista, conservador” e essa “cristalização de campo”, ele argumenta, diferencia a corrida deste ano da de 2022.

Humberto e Victor, ambos aliados de João Campos, convergem num ponto: que a presença de Lula em Pernambuco pode fazer diferença. Se, para Victor, a “cristalização de campo” pode diferenciar o grau de efetividade de uma agenda do líder-mor do PT em relação a 2022, para Humberto, é o nível de acirramento da corrida pelo Palácio das Princesas que justifica uma presença do presidente no apoio à campanha da Frente Popular.

“Como é uma eleição disputada, ninguém vai ganhar com 20 pontos na frente, eu acho que não vai acontecer isso, então, um eleitor de peso como o Lula pode fazer uma diferença” avalia Humberto Costa e realça: “Se ele deslocar dois por cento, três por cento dos votos, pode definir o pleito”.