Lamentações. 3.57
Lamentações 3.57 apresenta uma das experiências mais consoladoras de Jeremias em meio à aflição: “De mim te aproximaste no dia em que te invoquei; disseste: Não temas”. A situação difícil não desapareceu imediatamente, mas algo decisivo aconteceu: Deus se aproximou. O profeta descobriu que, no sofrimento, não estava abandonado. A oração não é apenas apresentar necessidades ao Senhor, mas desfrutar da certeza de sua presença. O Deus transcendente se inclina para ouvir o clamor do seu povo e, por sua graça, faz-se presente em sua angústia.
A palavra do Senhor foi simples e poderosa: “Não temas.” O fundamento para vencer o medo não estava na força emocional de Jeremias nem na mudança imediata das circunstâncias, mas na presença de Deus. O Senhor não disse apenas que resolveria seus problemas, mas aproximou-se dele. Essa verdade alcança sua expressão plena em Cristo, Emanuel, Deus conosco. Muitas vezes, antes de mudar aquilo que está ao nosso redor, Deus fortalece nosso coração com a certeza de que Ele está conosco.
Lição de vida: A presença de Deus nem sempre elimina imediatamente aquilo que nos causa medo, mas nos dá coragem para enfrentá-lo. Quando o medo disser “você está sozinho”, lembre-se da palavra do Senhor: “Não temas”.
4ª Igreja Presbiteriana de Garanhuns
Garanhuns, 25 de agosto de 2026
Texto para leitura anual: Lamentações 1-5
A glória do Senhor reina acima de tudo
Ezequiel 1.26-28
Ezequiel 1.26-28 encerra a visão inaugural do profeta conduzindo seus olhos para o ponto mais elevado: acima de toda a majestade da visão está o trono de Deus. A figura “semelhante a um homem” assentada sobre o trono revela que o universo não está entregue ao acaso. Embora Ezequiel estivesse entre os exilados, longe de Jerusalém, o SENHOR continuava reinando. O fogo, o brilho e o resplendor comunicam sua santidade, majestade e glória inacessíveis. Deus não pode ser reduzido às imagens humanas; por isso, Ezequiel fala repetidamente em termos de “semelhança” e “aparência”. Ele contempla uma manifestação verdadeira da glória divina, mas não a essência de Deus em sua plenitude.
Há também uma bela combinação entre majestade e graça. Ao redor da manifestação divina aparece algo semelhante ao arco na nuvem, remetendo naturalmente ao sinal da aliança dado após o dilúvio (Gn 9.13-16). O Deus santo que julga é também o Deus que se lembra de sua aliança. Para os exilados, isso era profundamente consolador: Jerusalém estava ameaçada, o povo sofria as consequências de seu pecado, mas o trono de Deus permanecia firme e suas promessas não haviam fracassado. À luz da revelação posterior, a figura humana associada ao trono também prepara o horizonte bíblico para a manifestação do Filho do Homem, aquele a quem é dado domínio eterno (Dn 7.13-14) e em quem contemplamos a glória de Deus (Jo 1.14).
Lição de vida: Quando tudo ao nosso redor parece instável, devemos olhar acima das circunstâncias e lembrar que o trono de Deus continua firme. A resposta de Ezequiel também nos ensina como devemos reagir à majestade divina: “vendo isto, caí com o rosto em terra”. Quanto maior nossa compreensão da glória de Deus, menor nossa autossuficiência e maior nossa reverência, confiança e adoração.
4ª Igreja Presbiteriana de Garanhuns
Garanhuns, 26 de agosto de 2026
Texto para leitura anual: Ezequiel 1-3

Por Augusto César