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SEGURANçA

Prefeitura do Recife vai ter que fornecer gravações de Rua da Moeda onde foram fixados panfletos contra Raquel

Augusto César Por Augusto César
Prefeitura do Recife vai ter que fornecer gravações de Rua da Moeda onde foram fixados panfletos contra Raquel

Por Vinícius Sales – A Justiça Eleitoral determinou nesta terça-feira (1º) que o prefeito Victor Marques (PCdoB), aliado de João Campos (PSB), identifique câmeras e preserve gravações da Rua da Moeda e de outros pontos do Bairro do Recife onde foram encontrados cartazes apócrifos contra a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD).

A decisão é da juíza Anamaria de Farias Borba Lima Silva, do Juízo Eleitoral das Garantias, e foi tomada após um pedido da coligação “Pernambuco de Coração” e de Raquel. O material atribui à governadora a prática de homicídio contra seu falecido marido e associa a acusação à disputa eleitoral.

A Prefeitura terá de identificar as câmeras existentes na Rua da Moeda, na entrada do Bairro do Recife, nas vias adjacentes e nos principais acessos à região. A ordem prevê a extração e preservação das gravações feitas entre 25 e 30 de agosto.

Os arquivos deverão ser mantidos em formato original, com metadados, datas e horários, e ficar à disposição da autoridade policial, do Ministério Público Eleitoral e da Justiça.

A determinação também alcança a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS). Estabelecimentos privados próximos aos locais onde os cartazes foram encontrados também poderão ser notificados para preservar suas imagens.

PF vai investigar responsáveis

A magistrada ainda determinou que a Superintendência Regional da Polícia Federal em Pernambuco instaure inquérito policial eleitoral, caso isso ainda não tenha ocorrido.

A investigação deverá tentar identificar quem afixou e distribuiu os cartazes, além de rastrear a origem das artes digitais, o local ou equipamento utilizado na impressão, o financiamento, transporte e armazenamento do material e a eventual participação de mandantes, financiadores ou beneficiários.

A decisão também prevê o recolhimento dos cartazes remanescentes para eventual perícia.

Os materiais espalhados pelo Bairro do Recife acusavam Raquel de ter matado o marido “para ganhar a eleição”. A Justiça Eleitoral considera que os fatos podem, em tese, configurar crimes eleitorais e determinou que a investigação contemple também uma possível prática de violência política contra a mulher.

A decisão não identifica os responsáveis pela produção ou distribuição dos cartazes. A descoberta da autoria é justamente um dos objetivos da investigação e da preservação das imagens das câmeras da região.