Ezequiel 29,20-21
Ezequiel 29.20-21 revela a absoluta soberania de Deus sobre a história. Nabucodonosor e seu exército haviam trabalhado contra Tiro, mas não receberam dali a recompensa esperada. Por isso, o Senhor declara acerca do Egito: “Por paga do seu trabalho… lhe dei a terra do Egito, visto que trabalharam por mim, diz o SENHOR Deus” (v. 20). Isso não significa que Nabucodonosor servisse conscientemente ao Senhor ou fosse moralmente aprovado por Deus. Significa que, mesmo agindo segundo seus próprios interesses políticos e militares, ele estava, sem perceber, sendo instrumento da providência divina. Deus continua soberano até mesmo sobre reis que não o reconhecem. Eles agem voluntariamente e são responsáveis por seus atos, mas jamais escapam ao governo daquele que dirige a história segundo seus propósitos.
O versículo 21 muda o olhar das nações para a casa de Israel: “Naquele dia, farei brotar o poder na casa de Israel”. A imagem de algo que brota aponta para renovação, restauração e esperança. Enquanto Deus julga as nações, ele não se esquece do seu povo nem das suas promessas. Ao mesmo tempo, Deus promete a Ezequiel: “te darei que fales livremente no meio deles”. A mensagem do profeta, antes desprezada, seria confirmada pelo cumprimento dos acontecimentos anunciados. Quando aquilo que Deus havia dito se realizasse, ficaria evidente que Ezequiel verdadeiramente falava da parte do Senhor. Por isso, a passagem termina com a declaração que atravessa todo o livro: “e saberão que eu sou o SENHOR”.
Lição de vida: Deus pode usar pessoas, governos e acontecimentos que sequer reconhecem sua mão para realizar seus santos propósitos. Nada está fora da sua providência. Por isso, mesmo quando não compreendemos os caminhos pelos quais Deus está conduzindo a história, podemos descansar na certeza de que o Senhor governa, cumpre sua Palavra, julga com justiça e permanece fiel ao seu povo.
4ª Igreja Presbiteriana de Garanhuns
Garanhuns, 04 de setembro de 2026
Texto para leitura anual: Ezequiel 29-31
O Senhor cuida de suas ovelhas
Ezequiel 34.11-24
Depois de denunciar os maus pastores de Israel, o Senhor anuncia que ele mesmo cuidaria do seu rebanho: “Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei” (v.11). A ênfase está na iniciativa e no cuidado soberano de Deus. Ele busca a perdida, traz de volta a desgarrada, trata a quebrada, fortalece a enferma, alimenta e dá descanso. Ao mesmo tempo, o Senhor julga aqueles que, dentro do próprio rebanho, usam sua força para prejudicar os mais fracos. O verdadeiro Pastor não apenas alimenta suas ovelhas, mas também as protege e faz justiça.
A promessa alcança seu ponto culminante quando Deus declara: “Suscitarei para elas um só pastor, e ele as apascentará; o meu servo Davi é que as apascentará” (v.23). Como Ezequiel viveu séculos depois de Davi, essa promessa aponta para o Messias, o Filho de Davi, cumprindo-se plenamente em Jesus Cristo: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas” (Jo 10.11). Assim, aquilo que Deus prometeu fazer pelo seu povo encontra seu cumprimento supremo em Cristo, o Bom Pastor que busca, salva, alimenta, protege e preserva suas ovelhas.
Lição de vida: Nossa segurança está no cuidado fiel do Bom Pastor. Quando estivermos fracos, feridos ou desorientados, devemos lembrar que Cristo conhece suas ovelhas, cuida delas e não as abandona. E, como membros do seu rebanho, somos chamados a refletir esse cuidado, fortalecendo os fracos, acolhendo os feridos e servindo uns aos outros em amor.
4ª Igreja Presbiteriana de Garanhuns
Garanhuns, 05 de setembro de 2026
Texto para leitura anual: Ezequiel 32-34

Por Augusto César