Novo contrato soma em R$ 6,2 milhões valor final da obra
MANOEL MEDEIROS – Prefeitura homologou na quinta (17) nova licitação em favor da Concrepoxi, agora para serviços em equipamentos como pista de skate e academia da cidade; além disso, contrato principal de R$ 151 milhões deixou de fora mobiliário, paisagismo e outras intervenções em frente à Pracinha e nos Jardins
A Prefeitura do Recife aumentou mais uma vez, agora em R$ 6,2 milhões, o custo da obra de requalificação da Orla (Boa Viagem, Pina e Brasília Teimosa) ao homologar, na quinta-feira (17), mais uma licitação em favor da Concrepoxi Engenharia, principal responsável pela intervenção.
A informação consta do Diário Oficial do Recife da última quinta-feira (17), que publicou o resultado final da Concorrência Eletrônica nº 006/2026, conduzida pela Secretaria de Projetos Especiais da Prefeitura do Recife. É o quarto contrato com a mesma empreiteira e a oitava contratação em torno da mesma obra, que também já teve aditivos de R$ 41 milhões no contrato principal. A Concrepoxi também ganhou a complementação da obra em frente à Pracinha de Boa Viagem, o trecho conector entre Pina e Brasília Teimosa e agora a reforma de outros equipamentos.
O novo contrato tem como objeto a requalificação e a implantação de equipamentos públicos na Avenida Boa Viagem, no trecho da Orla Parque. Segundo a Prefeitura, a lista inclui itens como a academia da cidade e a pista de skate. A recorrente abertura de novas licitações aponta para, pelo menos, erros no planejamento da licitação inicial que, apesar do valor de centenas de milhões, deixou de fora várias partes do serviço.

O contrato principal, também com a Concrepoxi, já soma R$ 151 milhões após reajustes e aditivos. Ele deixou de fora itens como mobiliário, paisagismo, reservatórios de água e intervenções em frente à Pracinha e nos Jardins, que passaram a ser contratados separadamente.
Esse é o oitavo contrato assinado pela gestão atual, desde 2024, para a mesma obra. A própria Concrepoxi é responsável por quatro deles: a obra principal (R$ 151 milhões) – nesse caso há um consórcio com a EIP Iluminações.
Em julho, o Blog revelou outro contrato de R$ 10 milhões, com a Jepac Construções, para as obras no 1º e 3º Jardins. Todo o investimento será entregue à iniciativa privada por 25 anos, por meio de concessão. A obrigação de investimento privado ocorrerá majoritariamente no 2º Jardim; onde também estão ocorrendo investimentos públicos. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE).

Por Augusto César