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Version 1.0.0
RELIGIãO

Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?

Augusto César Por Augusto César
Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?

Am 3.3
Amós utiliza uma sequência de perguntas para mostrar que os acontecimentos não ocorrem sem uma causa. A figura apresentada é simples: duas pessoas não estariam caminhando juntas sem que antes tivessem combinado encontrar-se e seguir pelo mesmo caminho. No contexto, o profeta não está tratando diretamente de casamento, amizade ou outros relacionamentos humanos. Ele está preparando seus ouvintes para compreender que sua mensagem profética também possui uma causa: Deus falou, por isso o profeta anuncia sua Palavra (Am 3.7-8).
Essa declaração também deve ser compreendida à luz da relação de Deus com Israel. O Senhor havia escolhido Israel de maneira especial entre as famílias da terra, mas exatamente por causa desse relacionamento pactual também responsabilizaria o povo por suas iniquidades (Am 3.2). Israel não poderia desfrutar dos privilégios da aliança enquanto desprezava a vontade daquele que estabeleceu a aliança. O povo precisava compreender que pertencer ao Senhor implicava viver debaixo de sua Palavra e andar segundo os seus caminhos.
Embora Amós não esteja tratando diretamente dos relacionamentos humanos, o princípio ilustrado pelo profeta também pode ser aplicado à vida em geral. É difícil duas pessoas caminharem juntas por muito tempo quando não existe concordância sobre direção, valores, propósitos e compromissos fundamentais. Isso pode ser observado no casamento, na família, nas amizades, no trabalho e no serviço da Igreja. A unidade não exige que duas pessoas pensem exatamente da mesma maneira sobre tudo, mas uma caminhada verdadeiramente compartilhada requer concordância naquilo que é fundamental para o caminho e para o propósito que desejam alcançar.
Lição de vida: Considerando que uma caminhada conjunta requer concordância quanto à direção e ao propósito, devemos examinar primeiramente se nossa vida está em conformidade com a vontade de Deus e, também, cultivar relacionamentos fundamentados em princípios, valores e propósitos que sejam compatíveis com sua Palavra. Não basta caminhar juntos; é necessário perguntar em que direção estamos caminhando e se esse caminho agrada ao Senhor.

4ª Igreja Presbiteriana de Garanhuns
Garanhuns, 21 de setembro de 2026

Texto para leitura anual: Amós 1-3

Prepare-se para encontrar-se com Deus

Amós 4.12
Amós pronuncia essas palavras depois de recordar as diversas disciplinas que Deus havia enviado sobre Israel. Fome, falta de chuva, destruição das plantações, pestes e outras calamidades deveriam ter conduzido o povo ao arrependimento. Entretanto, repetidamente aparece a triste declaração: “contudo, não vos convertestes a mim, disse o SENHOR” (Am 4.6,8-11). Deus havia advertido seu povo de diferentes maneiras, mas Israel persistiu em sua rebeldia. Por isso, o chamado “prepara-te… para te encontrares com o teu Deus” não é, nesse contexto, um convite para uma experiência agradável de comunhão, mas uma solene advertência de que Israel compareceria diante do Deus santo que vinha para julgá-lo.
A expressão torna-se ainda mais solene porque aquele com quem Israel se encontraria é “o teu Deus”. O povo possuía uma relação pactual com o Senhor e, justamente por isso, era responsável diante dele. O versículo seguinte apresenta a grandeza daquele que viria ao encontro de Israel: “Porque é ele quem forma os montes, e cria o vento, e declara ao homem qual é o seu pensamento… SENHOR, Deus dos Exércitos, é o seu nome” (Am 4.13). Israel não encontraria um deus criado por suas próprias expectativas, mas o Deus soberano, Criador e Juiz, diante de quem ninguém pode permanecer indiferente. A persistência no pecado não elimina o encontro com Deus, apenas torna esse encontro um encontro de juízo.
Lição de vida: Considerando que todos compareceremos diante de Deus e prestaremos contas de nossa vida, não devemos desprezar suas advertências nem adiar o arrependimento. Cada chamado da Palavra é uma oportunidade para examinarmos nossos caminhos, abandonarmos o pecado e nos voltarmos para o Senhor. Para nós, o Evangelho acrescenta uma verdade preciosa: nossa única esperança para comparecer diante do Deus santo não está em nossa justiça, mas em Jesus Cristo. Portanto, enquanto Deus nos chama por sua Palavra, devemos responder com arrependimento e fé.
NÃO DEVEMOS APENAS NOS PREPARAR PARA A VIDA. DEVEMOS NOS PREPARAR PRINCIPALMENTE PARA ENCONTRAR-NOS COM DEUS.

4ª Igreja Presbiteriana de Garanhuns
Garanhuns, 22 de setembro de 2026

Texto para leitura anual: Amós 4-6