Amós 7.14-15
Em Amós 7.14-15, Amós responde a Amazias deixando claro que sua autoridade profética não procedia de posição social, formação profissional ou pertencimento a uma escola de profetas. Ele afirma: “Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta, mas boieiro e colhedor de sicômoros.” Amós era um homem simples, ocupado com atividades comuns. Humanamente, não possuía as credenciais que poderiam justificar sua presença diante das autoridades de Israel. Sua história mostra que Deus não está limitado à posição, profissão ou reconhecimento humano para escolher aqueles que deseja usar.
O fundamento do ministério de Amós aparece no versículo 15: “Mas o SENHOR me tirou de após o gado e o SENHOR me disse: Vai e profetiza ao meu povo de Israel.” A força da declaração está na iniciativa divina: “o SENHOR me tirou” e “o SENHOR me disse”. Amós não se colocou no ministério por ambição pessoal, nem escolheu para si a função profética. Foi Deus quem o chamou, enviou e lhe deu a mensagem. Assim, o valor do instrumento não está em sua posição, mas naquele que o chama. Deus pode tomar uma pessoa de uma atividade simples e colocá-la onde deseja para realizar seus propósitos.
Da mesma forma, Deus continua usando pessoas nas mais diversas profissões e atividades para cumprir seus propósitos. Ele usa o professor na sala de aula, o médico no hospital, o empresário em sua empresa, o agricultor no campo, o comerciante em seu negócio, o servidor público em sua função, o profissional liberal em seu trabalho e a dona de casa em seu lar. Nem todos são chamados ao ministério pastoral, mas todo cristão é chamado a servir a Deus no lugar em que foi colocado por sua providência. Nossa profissão não precisa ser um obstáculo ao serviço cristão, mas pode tornar-se um campo no qual glorificamos a Deus, testemunhamos de Cristo, servimos ao próximo e exercemos fielmente os dons que o Senhor nos concedeu.
Lição de vida: Considerando que Deus chamou Amós de uma atividade comum, devemos reconhecer que Ele pode nos usar onde estamos e por meio da profissão que exercemos. Nossa responsabilidade é estar disponíveis e obedecer fielmente ao chamado de Deus.
4ª Igreja Presbiteriana de Garanhuns
Garanhuns, 23 de setembro de 2026
Texto para leitura anual: Amós 7-9
A última palavra pertence ao Senhor
Obadias
O livro de Obadias apresenta a palavra do SENHOR contra Edom, povo descendente de Esaú e, portanto, historicamente ligado a Israel. O pecado de Edom é descrito especialmente como orgulho, autoconfiança e violência contra seu irmão Jacó. Edom se considerava seguro por causa de sua posição geográfica e dizia no coração: “Quem me deitará por terra?” (Ob 3). Contudo, o SENHOR responde: “Se te remontares como águia e puseres o teu ninho entre as estrelas, de lá te derribarei, diz o SENHOR” (Ob 4). A mensagem é clara: nenhuma posição, força ou segurança humana pode sustentar aquele que se levanta orgulhosamente contra Deus.
Ao mesmo tempo, Obadias mostra que o juízo de Deus sobre Edom faz parte de uma realidade maior: “Porque o Dia do SENHOR está prestes a vir sobre todas as nações” (Ob 15). O princípio estabelecido é solene: “Como tu fizeste, assim se fará contigo” (Ob 15). Entretanto, o livro não termina com Edom, mas com Sião e o reino do SENHOR. Deus promete livramento ao seu povo e conclui: “e o reino será do SENHOR” (Ob 21). Assim, Obadias começa mostrando a aparente segurança dos orgulhosos, mas termina revelando a verdadeira segurança do povo de Deus: o SENHOR reina e cumprirá os seus propósitos.
Lição de vida: Considerando que Deus resiste ao orgulho, julga nossas atitudes e governa soberanamente sobre a história, devemos abandonar toda autossuficiência, tratar o próximo com misericórdia e colocar nossa confiança no SENHOR, lembrando que a palavra final não pertence ao homem, mas a Deus: “o reino será do SENHOR” (Ob 21).
4ª Igreja Presbiteriana de Garanhuns
Garanhuns, 24 de setembro de 2026
Texto para leitura anual: Obadias e Jonas 1-3

Por Augusto César