“Ser mulher é conviver com o desafio de se provar sempre! Na educação, precisamos ser melhores para ganhar destaque; no ambiente profissional, somos questionadas pelo nosso gênero; na política, não é diferente. Na verdade, é pior! Não há espaço para tolerância.
A fala da governadora Raquel Lyra sobre a laqueadura de uma mulher, resgatada pela oposição às vésperas de uma eleição e não questionada quando de fato aconteceu, foi ruim. Mas, em nenhum momento, Raquel diminuiu o erro, justificou ou tentou se explicar. De cara limpa, foi direta ao dizer que “não tem compromisso com o erro”.
Dias depois do tal vazamento, a campanha adversária tenta, a todo custo, desgastar a imagem da gestora. Como mulher, não diminuo o peso da fala em questão, mas questiono os ataques sistemáticos realizados desde então. Qual o objetivo? A fala ou o desgaste eleitoral a todo custo?
Raquel tem uma série de ações na gestão que deram um peso histórico aos cuidados com as mulheres. Construção de maternidades, de creches pela primeira vez na história de Pernambuco, entrega do Hospital da Mulher, entrega e ampliação da Carreta da Mulher, que ultrapassou os 130 mil atendimentos, o programa Colo de Mãe, o benefício Mães de Pernambuco, o programa Bora Empreender Mulher, o maior investimento em politicas para mulheres da historia desse estado. Em 2025, foram 71 milhões investidos em estruturação de organismos para mulheres, entregando automóveis e kits mobiliários para os municípios efetivarem politicas para mulheres, colocando Pernambuco como único estado do Brasil que tem um organismo para mulheres em cada município, além de tantas outras ações.
Mas por que, então, os ataques não diminuem? Fazer política é apenas atacar adversários e destruir reputações? Isso vale para todos ou apenas para mulheres? Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), aumentou em 380% os casos de violência politica de gênero em relação a 2024, último ano eleitoral. De acordo com a ONU Mulheres , no Brasil, as mulheres ocupam cerca de 15% a 18% das cadeiras no Congresso Nacional e as dificuldades também estão relacionadas a violência politica.

Por Augusto César