Por André Beltrão – Candidato a vice-governador na chapa encabeçada por João Campos (PSB), o advogado e economista Carlos Costa (Republicanos) tem ligações mal explicadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso e investigado por fraudes ao sistema financeiro nacional. Costa é sócio de uma empresa de consultoria que recebeu cerca de R$ 1,1 milhão do Banco Master, controlado por Vorcaro.
Os repasses foram realizados em favor da RI Consulting, criada em 2019 e com sede no Recife. Carlos Costa é sócio da empresa junto com seu pai, o ex-deputado federal Silvio Costa.
A situação foi revelada em abril, pelo portal Metrópoles, após Carlos Costa ser confirmado como vice de João Campos. Desde então, a única explicação foi uma nota assinada por Sílvio Costa. Na manifestação, o ex-deputado disse que os valores recebidos correspondem à “prestação legítima” de consultoria com “acompanhamento de projetos de lei de interesse dos clientes que estão tramitando nas câmaras municipais, assembleias legislativas e Congresso Nacional”.
Sílvio afirmou que o contrato com o Banco Master foi para “acompanhar a tramitação da reforma tributária no Congresso Nacional e acompanhamento de projetos de lei nos estados e municípios”.
Ele negou ter feito reunião com Banco Central, BRB ou qualquer instituição citada nas investigações do Banco Master. “Enquanto durou o meu contrato, enviei mensalmente relatório de serviços que, inclusive, tive o cuidado de registrar em cartório uma ata notarial”, disse Sílvio Costa. Carlos evita falar sobre o assunto até hoje.

Por Augusto César