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DENUNCIA

AS INAUGURAÇÕES DE JOÃO CAMPOS, DE R$ 101 MI PARA R$ 227 MI: A explosão no orçamento do hospital da Criança que ninguém conta

Augusto César Por Augusto César
AS INAUGURAÇÕES DE JOÃO CAMPOS, DE R$ 101 MI PARA R$ 227 MI: A explosão no orçamento do hospital da Criança que ninguém conta

Hospital tem 60 leitos, bloco cirúrgico e 15 subespecialidades pediátricas; atendimento é 100% pelo SUS – Divulgação

MAU NEGÓCIO? Hospital da Criança do Recife recebe aditivo de R$ 8,5 milhões mesmo após “inauguração” inacabada.

O calvário financeiro e estrutural do Hospital da Criança do Recife ganhou mais um capítulo que deve acender o sinal de alerta na capital. A prefeitura do Recife ligada diretamente ao Ex prefeito João Campos autorizou um novo aditivo contratual no valor de R$ 8,5 milhões para dar continuidade às obras da unidade.

O detalhe que revolta a população? O hospital já foi formalmente “inaugurado” pela prefeitura, mas segue operando em ritmo de canteiro de obras e com capacidade severamente reduzida.

O ralo do dinheiro público: a escalada dos milhões

O que impressiona na condução do projeto é o abismo entre as projeções iniciais e a realidade dos cofres públicos. Quando o plano do Hospital da Criança foi anunciado, a promessa era de uma entrega robusta por um valor determinado. Hoje, o cenário é de uma verdadeira explosão orçamentária:

Custo Inicial Previsto: R$ 101 milhões

Custo Atualizado (com novos aditivos): Já ultrapassa a marca dos R$ 227 milhões

Aumento: A obra já custa mais que o dobro do planejado originalmente.

Enquanto os milhões continuam sendo injetados via aditivos para tapar buracos de engenharia e cronograma, quem precisa de atendimento encontra portas fechadas ou serviços pela metade.

Portas abertas, mas só na teoria: Fontes ligadas à fiscalização do município apontam que, mesmo após a festa da inauguração oficial, o Hospital da Criança segue funcionando com menos de 30% de sua capacidade total.

Marketing vs. Realidade

A estratégia de inaugurar equipamentos públicos ainda em obras, o famoso “entregar para depois terminar” tem sido uma marca que gera críticas severas à atual gestão socialista. Para as lentes das redes sociais e os vídeos de propaganda, o hospital está pronto; para a mãe que busca assistência médica para o filho na madrugada, o cenário é de improviso e restrição.

Com mais esse aditivo de R$ 8,5 milhões, o recifense é obrigado a questionar: até onde vai o teto desse gasto e quando, de fato, as crianças da capital terão os 100% do hospital prometido?