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ECONOMIA

Consórcio cresce como alternativa de planejamento financeiro diante de juros altos

Augusto César Por Augusto César
Consórcio cresce como alternativa de planejamento financeiro diante de juros altos

Especialista orienta como aproveitar a modalidade de crédito sem comprometer a renda 

Segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), o setor segue em crescimento, com 12,6% a mais de contratações em relação ao ano anterior, refletindo a mudança no comportamento do consumidor diante da compra de itens como carros e imóveis. Esse aumento aponta para a busca por crédito em formatos equilibrados e com condições de pagamento mais adaptáveis. Isso porque, diferente do modelo de financiamento tradicional, o consórcio não possui juros, apenas taxas fixas de administração. 

Para o gerente e especialista em investimentos da Sicredi Recife, Thiago Azevedo, “adotar uma postura financeira mais estratégica, criando reservas de emergência e controlando gastos, é a principal medida que podemos promover na hora de assumir um compromisso como um consórcio, principalmente ao considerar as flutuações de crédito promovidas por tensões internas e externas”. 

A fim de evitar o comprometimento da renda familiar, a quitação e redução de dívidas com juros elevados se tornam tópicos recorrentes para orientar aqueles que buscam realizar objetivos financeiros sem correr o risco do endividamento. Ainda de acordo com o especialista, a escolha por crédito precisa considerar desde o objetivo financeiro até o impacto da compra. “O consórcio, por exemplo, é economicamente mais vantajoso em cenários de juros altos, quando financiamentos e empréstimos ficam caros, e para quem não tem pressa em adquirir o bem. Ele funciona melhor para quem tem estabilidade de renda e consegue planejar a compra a médio ou longo prazo.”

Vale lembrar que o consórcio é uma modalidade de acesso a crédito recorrente entre pessoas com um perfil econômico poupador que priorizam a organização financeira durante a aquisição de bens. Na modalidade, o valor da carta de crédito e taxas administrativas de contratos é dividido conforme o número de parcelas acordadas entre os clientes para obter a prestação fixa.

Thiago alerta ainda que, antes de iniciar um consórcio, é preciso ficar atento aos seguintes aspectos:

– Comparação de valores oferecidos pelas instituições, bem como as regras de cada grupo para considerar o momento ideal;

– Acompanhamento de calendário, uma vez que períodos de gastos recorrentes como férias escolares e Natal costumam ter menos participantes ativos;

– Lances estratégicos, variando a oferta conforme a sua disponibilidade financeira;

– Evite o cúmulo de dívidas, pois a aprovação de crédito só poderá ser concedida a clientes com o nome limpo.

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