Foto: Divulgação
Edmar Lyra – Durante o ano passado, João Campos tinha em seu palanque nomes como Silvio Costa Filho, Marília Arraes, Humberto Costa e Miguel Coelho, todos andavam ao lado do socialista nas diversas andanças dele com a expectativa de disputar o Senado. Mas veio março e João Campos acabou formalizando sua chapa com Marília Arraes e Humberto Costa para o Senado e Carlos Costa como vice. Num movimento só contemplou três postulantes majoritários, fazendo com que Silvio Costa Filho optasse pela reeleição para a Câmara dos Deputados.
Miguel Coelho, por sua vez, migrou para o palanque de Raquel Lyra com o objetivo de continuar no Senado. A governadora, que não tinha nenhum nome para o Senado, oficializou Túlio Gadelha como pré-candidato do seu partido à Câmara Alta, deixando apenas uma vaga para a composição da chapa, considerando que Priscila Krause deverá ser mantida como vice-governadora.
Essa vaga tem três postulantes: Eduardo da Fonte (PP), Miguel Coelho (União Brasil) e Fernando Dueire (PSD). O caminho mais provável será entregar a vaga à federação, uma vez que o PSD já estaria contemplado com a própria Raquel, Priscila e Túlio. Mas a definição teria que ser dada pela União Progressista, que tem dois nomes extremamente competitivos e legitimados para o posto.
Nos bastidores, a governadora sinaliza que respeitará a escolha da federação, uma vez que os dois são aliados e performam bem nas pesquisas. Então caberá a Miguel Coelho e Eduardo da Fonte a decisão sobre quem representará o grupo na chapa majoritária governista.

Por Augusto César