Lucas Barros lança seu primeiro romance – Renato Parada
Graduado em Comunicação Social pela UFPE de Caruaru, Lucas Barros publica livro que atravessa luto, abandono e amadurecimento no Agreste
Por Eduardo Scofi – Natural de Garanhuns, Lucas Barros lança seu primeiro romance Amanhã eu morri sozinho publicado pela Editora Intrínseca. Ambientada no Agreste de Pernambuco, a obra acompanha a trajetória de um menino que tem a vida atravessada por perdas, solidão e descobertas sobre si e sobre a própria família.
Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Lucas também cria conteúdo voltado ao universo literário nas redes sociais. No livro, ele transforma referências agrestinas em cenário e elemento central da narrativa.
Uma história de perdas e descobertas
A história gira em torno de Caetano, que ainda criança passa a conviver com a solidão diante da ausência do pai. Ao longo do texto, o personagem atravessa situações de violência, conflitos internos e uma sequência de perguntas sobre pertencimento, identidade e amadurecimento.
Ao construir o romance, Barros parte do interior pernambucano para tratar de temas como o luto e as marcas que permanecem ao longo do crescimento. Segundo ele, o processo de escrita também envolveu revisitar memórias pessoais e transformar essas lembranças em literatura.
“Escrever este livro foi também um exercício de revisitar meu passado, um passado com noites geladas, ladeiras e uma pressa de conhecer lugares maiores”, afirma.
Garanhuns é o ponto de partida da escrita
A relação com Garanhuns aparece como uma presença constante na construção do livro. Lucas conta que, desde que passou a morar no Recife, percebeu com mais nitidez como o interior permaneceu atravessando sua escrita e a forma como enxerga a própria trajetória.
“Hoje sinto falta de certas tranquilidades que o interior me proporcionava”, diz.
Ao comentar essa relação com a cidade onde cresceu, o escritor resume que Garanhuns representa o ponto de partida da própria escrita e das histórias que escolhe contar. “Garanhuns foi a terra que me fez gente e, quando escrevo, é sobre essa terra que quero contar.”
Com 256 páginas, Amanhã eu morri sozinho já está em pré-venda e chega às livrarias em agosto como o primeiro romance do autor pernambucano.

Por Augusto César