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LITERATURA

Meu Porto Depois das Tempestades

Augusto César Por Augusto César
Meu Porto Depois das Tempestades

Texto Fídias Teles – Não me apaixonei apenas por um homem, apaixonei-me pelas estradas que ele percorreu, pelas dores que o moldaram, pelas cicatrizes que o tempo deixou sem conseguir arrancar sua doçura. Há homens que chegam como ventanias. Ele chegou como montanha. Não precisou prometer o céu, porque me ofereceu algo mais raro: a segurança de quem permanece quando as flores caem, quando os dias escurecem e quando a vida mostra sua face mais dura. Amo suas marcas, porque elas contam a história de alguém que caiu e se levantou. Amo seus cabelos prateados, porque neles o tempo escreveu capítulos que nenhuma juventude poderia inventar. Amo seu olhar, porque nele habita uma calma que só existe em quem já conheceu o abismo e voltou dele mais humano. Nele encontrei o amor que não grita, mas sustenta, que não aprisiona, mas acolhe e que não deslumbra por um instante, mas ilumina uma vida inteira. E quando repouso a cabeça em seu peito “podre” kkkk, não escuto apenas um coração batendo, escuto a paz! A paz de quem finalmente encontrou um lar depois de atravessar muitas tempestades. Porque alguns amores passam pela nossa vida. Mas outros chegam para ser morada da alma!!!!