Eduardo Moura na Câmara de Vereadores do Recife. Foto: Reprodução
O vereador Eduardo Moura (NOVO) usou a tribuna da Câmara Municipal do Recife, nesta terça-feira (16), para cobrar explicações sobre os aditivos milionários em obras da Prefeitura do Recife, com destaque para a requalificação da Orla de Boa Viagem e para o Hospital da Criança do Recife. Segundo o parlamentar, os dois contratos acumulam aumentos relevantes de custo, enquanto a população ainda aguarda entregas compatíveis com o volume de recursos aplicados.
No discurso, Moura afirmou que a obra da Orla de Boa Viagem já chega a cerca de R$ 146 milhões, sem que, segundo ele, tenha alcançado sequer metade da entrega prevista. O vereador também criticou a sequência de aditivos em contratos municipais.
“Mais um aditivo para a Avenida Boa Viagem. Uma obra que agora chega, ou passa, dos R$ 146 milhões, sem vislumbrar sequer chegar aos 50% de entrega. Nem 30% foram entregues, e tome aditivo, e tome dinheiro do povo”, afirmou Eduardo Moura.
O parlamentar também citou o caso do Hospital da Criança do Recife, inaugurado no fim da gestão de João Campos antes da desincompatibilização. De acordo com Moura, a obra, mesmo após a inauguração, recebeu novo aditivo de R$ 8,6 milhões. Segundo ele, o custo inicial, de cerca de R$ 101 milhões, teria subido para aproximadamente R$ 227 milhões.
“O Tribunal de Contas da União está oficialmente investigando a obra do Hospital da Criança. Mesmo assim, a obra que foi inaugurada no dia em que o ex-prefeito se descompatibilizou recebeu aditivo de R$ 8,6 milhões. A obra que tinha saído de R$ 101 milhões agora chega a R$ 227 milhões”, declarou.
Na tribuna, Eduardo Moura também voltou a tratar da investigação conhecida como Operação Barriga de Aluguel, relacionada a empreiteiras contratadas pela Prefeitura do Recife. O vereador citou informações publicadas pela coluna do jornalista Tácio Lorran, do portal Metrópoles, atribuídas a técnicos do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), que apontariam indícios de um sistema complexo envolvendo empresas contratadas pela gestão municipal.

Por Augusto César